Quarta, 18 set 2019
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Palmeiras Futebol Clube
José Cláudio Ferreira
Presidente
Palmeiras Futebol Clube
História

Entre os clubes que se apresentavam em torneios e campeonatos futebolísticos de São João da Boa Vista no inicio dos anos 1920, quem mais se destacava era a Sociedade Esportiva Sanjoanense. Porém, os praticantes da modalidade que residiam nas imediações do Largo das Palmeiras, sentindo certa marginalização, reuniram-se para oficializar a fundação de um novo clube na cidade. Começava a nascer o Palmeiras Futebol Clube.
   

No dia 12 de janeiro de 1924, na residência do capitão Manoel João Batista, reuniram-se alguns desportistas com o principal objetivo de tratar da fundação de uma sociedade esportiva e recreativa. Como cores do uniforme do Palmeiras Futebol Clube, ficaram definidos o preto e o branco. Foi então adquirido um terreno na Vila Manoel Cecílio, imediações da linha férrea e do Rio Jaguari para a construção do campo de futebol. Ali, nas décadas de 1930 e 1940, o alvinegro foi realizando suas partidas de futebol.


Jogando desde a fundação em num simples campo gramado, o Palmeiras sentiu a necessidade, nos primeiros anos da década de 1950, da expansão do patrimônio, oferecendo aos seus atletas e aos visitantes, bem como aos torcedores sanjoanenses, um verdadeiro estádio. Efetuados os melhoramentos, como equipe convidada para a inauguração do Estádio “Getúlio Vargas Filho”, a diretoria convidou o Guarani de Campinas, que venceu a partida pelo placar de 5 a 1.                                                               

Em 1957, dois anos após a inauguração do estádio, o Palmeiras Futebol Clube sagrou-se campeão invicto da 3ª Divisão de Profissionais da Federação Paulista, exercendo a presidência da agremiação na época o empresário Welson Gonçalves Barbosa.

O Palmeiras Futebol Clube pode se orgulhar de possuir, como sede social, uma maravilha arquitetônica bem no coração da cidade, na Avenida Dona Gertrudes. Trata-se do antigo palacete de propriedade do coronel João Osório, que ficava, em sua origem, em meio a uma esplêndida chácara. Hoje, com a chegada das festas natalinas, o prédio – totalmente iluminado – tornou-se atração turística na cidade.
  

Com a presença novamente do Guarani de Campinas, foi inaugurado no dia 7 de janeiro de 1961 o sistema de iluminação do “Getúlio Vargas Filho”. O Bugre, que já havia participado em 6 de março de 1955 da inauguração oficial do estádio, foi novamente convidado pela diretoria alvinegra e compareceu com todos os seus titulares, vencendo a partida por 2 a 0.

O alto nível do Campeonato Paulista na década de 1960 não se resumia apenas à antiga Divisão Especial, a da elite, como também às que vinham num patamar inferior, casos da Primeira, Segunda (a do Palmeiras Futebol Clube) e Terceira.
Em 1966, o Palmeiras, com um elenco forte e reduzido composto por 17 atletas, disputou uma das “Séries” da 2ª Divisão, a 4ª, ao lado de mais oito equipes: Orlândia, Olímpia, São Carlos Clube, Ituveravense, Internacional de Bebedouro, Monte Alto, Monte Azul e Catanduvense. E foi o campeão.

 A FPF organizou, entre fevereiro e abril de 1976, um torneio preparatório para o Paulista da 2ª Divisão daquele ano, com as presenças do Palmeiras, Inter de Limeira, Grêmio Catanduvense, Velo Rioclarense, Batatais e Rio Preto.
    O alvinegro da Vila, com excelentes atuações da dupla de atacantes Babá (ex-Guarani, São Paulo e Seleção Brasileira) e Tião Marino, conquistou o título.

   
Em 1979, o Palmeiras adquiriu junto à Ponte Preta o então desconhecido atacante Mirandinha, pago, em parte, com a arrecadação de uma partida amistosa no Estádio da Sociedade Esportiva Sanjoanense – gentilmente cedido para a ocasião – contra a Macaca. Perante o maior público já registrado no Estádio Dr. “Oscar de Andrade Nogueira”, no dia 15 de abril, a Ponte goleou o Palmeiras por 4 a 0, gols marcados por Jorge Campos, Osvaldo, Odirlei e Lôla. Mirandinha tornou-se ídolo do clube, defendendo em sequencia vários times de renome nacionais, sendo o primeiro atleta brasileiro a atuar no futebol inglês, no New Castle.

O Campeonato Paulista da 2ª Divisão da FPF, em 1979, teve uma fase preliminar com 20 equipes. Os melhores colocados disputaram uma etapa final, em que o vencedor teria o direito de acesso à Divisão Intermediária, competição considerada um degrau abaixo da Divisão Especial.
Depois de um começo claudicante na primeira fase, o Palmeiras, com atuações marcantes de Mirandinha, sagrou-se campeão com três rodadas de antecedência.  

Marcos César de Oliveira, o Quinho, começou a destacar-se no Palmeiras em 1980, com 14 anos. Em 85 foi convocado por Jair Pereira para a Seleção Brasileira de Juniores, despertando o interesse do São Paulo, para onde seguiu ao lado do quarto-zagueiro Zé Carlinhos. No Tricolor sagrou-se campeão paulista e brasileiro, em 87.

O último grande jogador revelado pelo Palmeiras, de renome nacional, foi o atacante Alexandre Finazzi, no inicio da década de 90, então com 17 anos. Em 2005, jogando pelo América de São José do Rio Preto, tornou-se o único jogador sanjoanense artilheiro de uma edição do Campeonato Paulista, marcando 17 gols.

Após 73 anos de brilhante participação no cenário futebolístico nacional, o Palmeiras Futebol Clube encerrou suas atividades profissionais em 1997, com a expectativa de que, em futuro próximo, possa retomar o caminho do sucesso. Desde 2005, o Estádio “Getúlio Vargas Filho” passou por reformulações em alguns setores, como o portão principal de entrada, vestiários, alojamentos e a cabine de imprensa, que recebeu o nome de “Luis Roberto De Mucio”, sanjoanense, atual narrador esportivo da Rede Globo e do Canal Sportv.

Ficha Técnica
Palmeiras Futebol Clube
Endereço
Avenida Dona Gertrudes, 221 - CEP 13870-110 Telefone: (19) 3623 1436
WEb site oficial
Fundação
12/01/1924
Estádio Mandante
São João da Boa Vista
Mascote

Na fase áurea do profissionalismo do Palmeiras, torcedores abnegados compareciam ao estádio portando suas bandeiras, algumas delas – por iniciativa não se sabe de quem – com a imagem de um “lobo” cravado ao lado do distintivo do clube. A ideia proliferou, nascendo dali a denominação daquela facção como os “Lobos da Vila”, o que fez com que o animal fosse perpetuado como símbolo do alvi-negro.