Segunda, 24 fev 2020
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Corinthians
Andrés Navarro Sanchez
Presidente
Sport Club Corinthians Paulista
História

Trabalhadores humildes fundaram, no Bom Retiro, o time de futebol que teria nome em homenagem ao inglês Corinthian Football Club, em excursão pelo país naquele 1910 – chamado de Corinthian’s team, em inglês. Os fundadores, que deixaram de lado as sugestões de Santos Dummont, Carlos Gomes e Guarani, ficaram mesmo com o Corinthians, que em dez dias já estreava contra o União da Lapa, equipe de várzea.

Do campo de um vendedor de lenha (“Campo do Lenheiro”) na atual Rua José Paulino, o Corinthians teve um campo junto à Ponte das Bandeiras e depois o Estádio Alfredo Schürig, no Parque São Jorge, para 18 mil pessoas. O uniforme, de azul marinho e creme, passou a preto e branco pela maior facilidade de se encontrar o tecido nessas cores. Hoje, as estrelas douradas representam os títulos brasileiros; a filetada em prata, o título do Mundial de Clubes da Fifa.
 
A década de 20 foi produtiva. A partir do título do Paulista de 1922, o Corinthians ficou conhecido como o “Campeão do Centenário” (do Brasil), somando dois tricampeonatos (1922/23/24 e 1928/29/30). Nos anos 50, fazia história o “Ataque dos 100 Gols”, com Carbone, Cláudio, Luizinho, Baltazar e Mário. Foram 100 gols em 30 jogos do Paulista de 1951. O Corinthians ainda foi campeão do Quarto Centenário, em 1954, conquistou a Taça dos Invictos em 1956/57, mas depois passou por um período difícil. Mesmo com um grande time, quando contava com Garrincha, já em decadência, foram 11 anos sem ganhar do Santos de Pelé, de 1957 a 68.

Em 16 de novembro de 1965 o Corinthians vestiu a camisa do Brasil em amistoso contra o Arsenal, da Inglaterra (que fez 2 a 0). Nos anos mais recentes, fizeram nome no clube jogadores como Wladimir, Casagrande, Viola e Rivelino, que foi titular durante por quase uma década, participando do tricampeonato da Seleção Brasileira na Copa de 70, no México, e que esteve na equipe que disputou a Copa da Alemanha, em 1974.

Também ficou na história do futebol brasileiro a “Invasão Corintiana” de 1976, com 70 mil torcedores no Maracanã, eliminando o Fluminense na semifinal do Brasileiro (o time perderia na final para o Internacional, de Porto Alegre). Depois de 22 anos, oito meses e sete dias, o Corinthians reconquistou um título paulista, em 1977.

Após o fim do jejum, a conquista de títulos seriam constantes ao torcedor corinthiano. Campeão paulista em 1979, seria bicampeão em 1982/83, além do título de 1988. Faltava ainda, porém, um título de expressão nacional, conquistado em 1990 com Neto em fase deslumbrante.

Esta conquista determina o início da principal época de títulos do clube do Parque São Jorge. Após assistir a grandes conquistas dos rivais Palmeiras e São Paulo no início da década de 1990, o Corinthians conquista a Copa do Brasil e o Paulistão em 1995, além do estadual em 1997 quando retomou a hegemônia de títulos estaduais.

Bicampeão brasileiro em 1998 e 1999, mesmo ano em que conquistaria novamente o estadual, o torcedor corintiano assistiu ainda à conquista do Mundial de Clubes da FIFA no Maracanã em 2000, além de novas conquistas estaduais em 2001 e 2003, entremeadas pela Copa do Brasil e Torneio Rio-São Paulo, vencidas em 2002.

Neste período, destacaram-se jogadores como Marcelinho Carioca, Ricardinho, Edílson, Rincón, Vampeta, Luisão, Dida e entre outros que entraram para a história do clube por participarem do período mais vencedor de toda a sua história, que ainda teria mais um título Brasileiro, em 2005 e a consagração de mais um ídolo: o argentino Carlito Tevez.

Em 2007, porém, o time viveu o pesadelo do rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Retornou à elite nacional com uma campanha irrepreensível já no ano seguinte, quando também foi vice-campeão da Copa do Brasil.

Sob o comando de Mano Menezes, que assumiria a Seleção Brasileira após a Copa do Mundo de 2010, o clube sacramentou a volta por cima com a conquista do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. Como se não bastasse, a torcida ainda ganhou um ídolo: Ronaldo 'fenômeno' foi fundamental nas conquistas desta temporada e entrou para a história do clube como principal nome da equipe no ano de seu centenário.

O maior artilheiro da história das Copas do Mundo com 15 gols marcados encerrou a carreira em 2011 fazendo juras de amor à torcida corinthiana.

A passagem de Ronaldo pelo clube foi um divisor de águas em sua história. Já sem ele e com Tite no comando, o time do Parque São Jorge conquistou o quinto título do Campeonato Brasileiro em 2011, garantindo vaga na Taça Libertadores da América de 2012. Grande sonho do torcedor alvinegro, a conquista do título continental aconteceu em junho e foi apenas aperitivo para o que viria mais tarde: o título do Mundial de Clubes da FIFA ao derrotar o Chelsea da Inglaterra por 1 a 0.

Ávido por troféus, o Corinthians voltou a triunfar em 2013, quando foi campeão estadual contra o Santos e da Recopa Sul-Americana diante do São Paulo. Com 27 títulos paulistas na história, o clube mantém uma boa vantagem para os demais concorrentes.

Em 2014, a equipe não fez um grande estadual, caindo ainda na primeira fase. Já em 2015, caiu somente nas penalidades diante do Palmeiras, já na fase semifinal.

Ficha Técnica
Corinthians
Endereço
Rua São Jorge, 777 CEP: 03087-000 Telefone: 11 - 2095 3000
WEb site oficial
www.corinthians.com.br
Fundação
01/09/1910
Mascote

O símbolo corintiano é o autêntico D’Artagnan, personagem do escritor francês Alexandre Dumas, em um livro escrito em 1843: "Os Três Mosqueteiros". Em 1913, a equipe obteve o direito da Liga Paulista de Futebol de participar do Campeonato ao lado de Americano, Germânia e Internacional, considerados os três mosqueteiros na época.

Uma segunda versão para a utilização definitiva do mosqueteiro surgiu em 1929, quando o Corinthians venceu o Barracas, da Argentina, por 3 a 1. Esta primeira vitória em um jogo internacional repercutiu nas páginas de A Gazeta, com a proclamação do jornalista Thomas Mazzoni: o Corinthians venceu com “fibra de mosqueteiro”.